Fiquei um bom tempo sem postar, mas estou de volta! Na China muitas páginas da internet são bloqueadas e por conta disso não postei anteriormente.
Minha última cidade na Índia foi Rishikesh, capital mundial da Yoga. Uma cidade sagrada, próxima a nascente do rio Ganges. Um lugar incrivelmente poderoso e encantador. Foi muito bom chegar nesta cidade, onde a única coisa a fazer é descansar, meditar, cochilar e relaxar.
Rishikesh é um destino espiritual para os indianos. É comum as pessoas passarem um período do ano lá, hospedadas em um Ashram e seguindo as doutrinas de gurus em uma espécie de retiro espiritual.
O lugar ideal para se hospedar é no Ashram, mas infelizmente todos estavam lotados. É preciso reservá-lo com 2 meses de antecedência. O mais indicado é o Parmarth Niketan, que possui uma atmosfera muito agradável, masnão conheci os quartos (que devem ser extremamente simples). Acabei me hospedando em uma Guest House que fica em Lakshman. MUITO simples (com direito a banho de balde e canequinha e uma cama e travesseiro = pedra), mas tudo limpinho.
Parmarth Niketan
Rishikesh é uma cidade bem pequenininha. Ela se divide em duas partes: Swarg Ashram, onde estão os ashrans; e Lakshman Jhula, onde estão restaurantes, lojinhas e hostels. Para ir de um lado à outro existem duas opções: pegar um barquinho por R$ 0,10 ou atravessar uma ponte (que dá uma bela balançada) de 2km.
O rio Ganges é um dos símbolos mais sagrados da Índia. E, assim como em Varanasi, em Rishikesh ele também é a atração principal. Uma diferença fundamental entre as duas cidades: em Rishiskesh o Ganges é limpíssimo.
Todas as noites é realizado o Ganga aarti, uma cerimônia em homenagem ao Ganges. Em Rishikesh, a Ganga acontece em frente ao Ashram Parmarth Niketan.
Os Beatles fizeram um retiro nesta cidade na década de 60, no Maharishi Mahesh Yogi. Aparentemente foi lá que eles escreveram grande parte do The White Album. O Maharishi Mahesh Yogi fechou em 97, mas hoje é possível fazer um tour até o local e conhecer o que restou. Eu e Brij (meu amigo motorista) tentamos chegar lá, mas no caminho nos deparamos primeiramente com uma cobra....até ai tudo bem, desviamos dela e continuamos nosso percurso. Então nos deparamos com um grupo bem grande de macacos, que como já falei em outros posts, eles são bonitinhos, mas nada bonzinhos. Portanto tivemos que dar meia volta e desistir da nossa visita ao Maharishi Mahesh Yogi.
Me despeço da Índia com uma frase que li de Jean-Claude Carrière, um dos grandes roteiristas do cinema contemporâneo, autor de um livro em que expõe sua paixão por esse país.
“É difícil amar a Índia....e também difícil, muito difícil, não se deixar seduzir por ela. E mais difícil ainda esquecê-la.”
Amigos queridos que ficarão em minha memória!

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